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10 de janeiro: Dia Mundial do Tintim

Em resumo

No dia 10 de janeiro, o Dia Mundial do Tintim celebra o nascimento do herói criado por Hergé em 1929. Em 2025, essa data une leitores de todas as idades em torno de exposições, oficinas, leituras e trocas nas redes sociais. Mais do que uma homenagem nostálgica, a festa valoriza a transmissão intergeracional, a influência cultural do Tintim e sua atualidade duradoura na HQ, na educação e na cultura pop mundial.

10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim, impossível de ignorar. Este dia parece unir em todo lugar os amantes de quadrinhos, independentemente de sua idade ou origem. O entusiasmo nunca diminui, a mobilização sempre se revela impressionante. Os leitores, novatos ou experientes, se encontram e o evento não para de ganhar força. Sim, o 10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim em 2025, ainda fez um grande impacto.

A celebração, um encontro que perturba a rotina?

Você abre um álbum, já sente a euforia surgindo nas redes sociais e nas salas de aula. Em um canto da biblioteca, em um fio do Twitter, em um palco de uma biblioteca ou em um café, a data de 10 de janeiro faz vibrar uma rede incrível. A atmosfera não engana, a paixão permanece intacta.

Qual é o segredo que liga tantos apaixonados a este repórter desenhado lançado no Le Petit Vingtième em 1929?  Nada acessório nisso, tudo remete a um impulso coletivo, aquele de um público sem fronteiras, de crianças e avós que param diante de vitrines coloridas. Os museus estão lotados e as filas se estendem diante de algumas livrarias. Às vezes você se pergunta, por que essa festa parece sempre tão nova?  O ano de 2025 não adiciona simplesmente uma evidência? 

A origem, uma data que nunca mente?

10 de janeiro de 1929, esta página marcada pelo selo do Tintim no Le Petit Vingtième oferece muito mais do que um simples aceno. Durante o 10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim, tudo remete a essa raiz, a esse nascimento reivindicado pelos curiosos de todos os continentes. Mesmo longe da Bélgica, as vozes ressoam juntas, homenageando um autor cujo discurso sobre amizade nunca envelhece.

Você pesquisa nas antigas edições, cada reedição, cada adaptação, remete a uma coisa, a vontade de reencontrar esse sopro inicial. Isso é um ritual geracional, nem nostálgico nem saudosista, mas vivo. O fenômeno Tintim não é apenas para colecionar, é para transmitir, questionar, debater. O que fazer com esse patrimônio em 2025? Eis o que sugere o 10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim, uma memória em movimento.

As ambições coletivas, para que serve?

A festa não se limita aos apaixonados, ela salta de um público para outro: leitores de sempre ou amantes de passagem, pais, crianças, professores. O compartilhamento predomina, a coleção anima, os concursos motivam, a arte da HQ se espalha em cada sala de aula. Essa efervescência te toca? Você certamente já sentiu esse frio na barriga antes de uma exposição, esse olhar cúmplice entre duas gerações.

Você então descobre uma experiência “fora do comum”, onde adultos e crianças se tratam por tu, onde os álbuns são trocados de uma mão para outra, onde se cruza nas prateleiras toda a diversidade do público de HQ. As memórias surgem, uma emoção é compartilhada. O impulso coletivo é visível, a cada ano, e nada indica que isso vai desacelerar.

Em Bruxelas em 2024, diante do mural do Tintim na rua de l’Étuve, uma avó levanta seu smartphone para imortalizar três gerações. “Eu lia O Caranguejo das Pinças de Ouro para meu filho em 1982, e agora ele lê para a pequena”, confessa, com um sorriso cúmplice, álbum em mãos. Todos param na mesma história, a paixão atravessa o tempo sem perder intensidade.

As grandes iniciativas, simples folclore ou motor cultural?

O calendário se inflama, de museus ao BD Comic Strip Center, de bibliotecas a alianças francófonas na Austrália, cada um compete e explora a data. Programações inéditas, salas lotadas, filas diante das galerias, cara a cara com a saga de Hergé: a agenda explode.

Local Cidade/País Evento principal Ano 2025
Museu Hergé Louvain-la-Neuve, Bélgica Exposição inédita sobre os segredos de ateliê Sim
Biblioteca Françoise Sagan Paris, França Leituras públicas, oficinas de desenho Sim
BD Comic Strip Center Bruxelas, Bélgica Percurso interativo no universo do Tintim Sim
Aliança Francesa Sydney, Austrália Conferência sobre o impacto do Tintim Sim

A diversidade enriquece o encontro , na escola ou nas proximidades de um museu, durante uma sessão de autógrafos com um desenhista formado pelos herdeiros de Hergé, em uma oficina conduzida por um professor de desenho, ou diante da livraria que expõe capas antigas nunca reeditadas. Esse fio mundial não se esgota. Você analisa as redes, isso flui, o Instagram transborda de fanarts e memes, o Facebook acumula memórias de leitura.

  • Museus, livrarias, bibliotecas multiplicam conferências e oficinas
  • As redes sociais criam um efeito bola de neve, inesperado, às vezes vertiginoso
  • Concursos e desafios incentivam os leitores a reescrever uma frase icônica ou a desenhar sua cena favorita

 

Uma programação transbordante, simples paixão sazonal?

A energia acumulada irradia por toda parte. Milhares de visitantes afluem diante de pranchas originais no Museu Hergé, a Biblioteca Françoise Sagan instala uma galeria efêmera, Lyon distribui prêmios para jovens desenhistas. As grandes livrarias marcam sua temporada tintinesca com vitrines cheias de objetos raros e álbuns de coleção. A dinâmica se estende até a Espanha, Japão, Austrália, tecendo uma rede mundial resistente.

 

Quem teria acreditado, há 30 anos, que o aniversário de uma publicação de 1929 ocuparia tal lugar em 2025?

Esse diálogo contínuo reúne curiosos, especialistas, famílias, nada parece querer desacelerar a tendência. O fogo arde, o 10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim, não para de alimentar a paixão comunitária.

 

As redes sociais, simples caixa de ressonância ou verdadeira ágora?

#DiaTintim sobe, #TintimHQ, #HomenagemHergé se espalham, cada publicação atrai seu fluxo de comentários, suas anedotas, suas fotos emprestadas da infância de alguém ou do mural de um bairro popular. Influenciadores, contas de fãs, até instituições, criam pontes, lançam desafios de desenho, contam suas memórias.

O espírito Hergé invade o fio digital, cada discussão remete à força de uma saga compartilhada . A festa acontece tanto diante da tela quanto em torno de uma prancha original, todos se encontram, antigos leitores cruzando novas gerações.

Um universo Tintim, mito fixo ou laboratório de influência?

Os heróis de papel não esperam que os limpem, eles vivem, se convidam, desafiam os códigos. As aventuras se sucedem, nunca o leitor cai no tédio: justiça, paz, solidariedade ressoam a cada episódio. É isso que cativa tantas pessoas? Provavelmente. A força dos personagens, seu humor, sua singularidade, você os leva além da simples nostalgia, você os encontra até na cultura pop contemporânea .

As figuras emblemáticas, sempre tão atuais?

Tintim aguça a curiosidade, provoca reflexão, não solta nada. Milu tranquiliza, Haddock agita, Tornasol divaga, Castafiore pontua. As histórias se alinham, se entrelaçam, nada pesa. A transmissão do humor, a recusa da compromissos, a confiança no outro, nada soa falso . Alimentamo-nos disso, falamos muito tempo depois de fechar o álbum.

As influências transversais, a herança ultrapassa a órbita da HQ?

Obra/Autor Gênero/Origem Inspiração Tintim
Asterix (Goscinny & Uderzo) Quadrinhos franco-belgas Diálogo humorístico, referências culturais
Joann Sfar Graphic novel francesa Homenagens gráficas e temáticas
Steven Spielberg Cinema (Estados Unidos) Adaptação animada As Aventuras de Tintim
Lewis Trondheim Nova HQ francesa Referência narrativa e visual

Festivais seguem o exemplo, artistas homenageiam Hergé com respeito, o universo da HQ adota sem medo a herança, cita, desvia. O 10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim funciona ao mesmo tempo como memória coletiva e como fonte de ousadia para outros gêneros . Spielberg adapta a aventura, Sfar insere referências em seus quadrinhos, as referências não faltam.

A transmissão, eterna questão ou energia nova?

A festa fala tanto para crianças quanto para adultos. Você discute, você ouve, o fenômeno interpela. A França abriga mais de 800.000 álbuns em circulação segundo a BNF, eis uma estatística que diz muito sobre a vitalidade do compartilhamento. As oficinas de HQ, os clubes escolares, tudo se agita, transmitimos, compartilhamos, desenhamos. Os suportes digitais não atenuam essa passagem de testemunho, ao contrário.

Ações em sala de aula ou nos clubes, simples efeito de moda?

Oficina na biblioteca municipal, dia inteiro na Escola de Artes Aplicadas, desenhamos o foguete de Objetivo Lua, passamos os traços em tinta, contamos a história desenhada. O Ministério da Educação valida, a banda desenhada se convida nas aulas, aprendemos de forma diferente. A criatividade transmite a paixão sem barulho, avança a passos lentos, sem perder energia .

Uma história transmitida em família, ilusão ou ancoragem sólida?

A noite, um álbum deixado na mesa da sala, alguém esboçando a mecha do Tintim em uma folha. Uma pergunta surge, uma memória ressurge, é o momento exato em que a paixão passa de uma geração para outra. Quem diria que esse vínculo familiar enfraquece? Quem não sente o frio na barriga, quando uma criança inventa a continuação de uma aventura? 

O 10 de janeiro, Dia Mundial do Tintim, não apenas reúne, questiona, inspira, coloca a questão do futuro do compartilhamento. Como você celebrará amanhã? O que você despertará como curiosidade? A aventura nunca se tornará silenciosa, enquanto os leitores continuarem a mantê-la viva, na memória coletiva, nos livros e muito mais ainda.

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